Política Disputa Acirrada na Maçonaria do Rio por Candidato Oficial às Eleições de 2026.
No coração da maçonaria fluminense, uma disputa interna esquenta os ânimos para definir o candidato oficial que representará os ideais da irmandade nas eleições de 2026.
Irmãos influentes do Grande Oriente do Brasil (GOB-RJ) articulam nos templos de Niterói e Rio de Janeiro, onde sessões magnas recentes sinalizam mobilização para lançar um nome com "viabilidade eleitoral e estrutura política", fugindo do partidarismo cego.Movimentos nos TemplosRecentes eventos como a Sessão Magna de Abertura do Ano Maçônico 2026, na Loja Itaipu nº 2226 em Niterói, reuniram cerca de 220 irmãos, incluindo o Grão-Mestre Geral Adjunto Adalberto Eyng e autoridades do GOB.
Ali, veladas discussões sobre protagonismo político ganharam força, ecoando apelos nacionais para que a maçonaria ocupe o Legislativo com "sangue novo" – profissionais qualificados, íntegros e com base eleitoral sólida.
A tensão cresce entre alas: uma defende um perfil discreto, ligado a valores tradicionais como integridade e transformação social; outra busca nomes com alcance midiático, inspirados em maçons históricos que moldaram o Brasil.
Nomes não são públicos, mas fontes internas apontam para empresários e advogados maçônicos com experiência em campanhas, priorizando a Câmara Federal como alvo estratégico.
Contexto Eleitoral no RJCom as eleições de 2026 se aproximando, o Rio vive um vácuo de lideranças à direita, enquanto Eduardo Paes surge como favorito ao governo estadual.
A maçonaria vê oportunidade para inserir um "farol" no Congresso, combatendo corrupção e ineficiência, mas enfrenta desafios como a influência do crime organizado nas urnas, tema debatido pelo TRE-RJ.
Implicações para 2026Se coroado "candidato oficial", o escolhido ganharia apoio logístico das lojas, redes de irmãos e financiamento velado, ampliando chances em um estado polarizado. Críticos internos alertam para riscos de divisão fratricida, mas proponentes insistem: sem ação, a maçonaria ficará na "arquibancada". A decisão pode sair em convenção até março, definindo se o Rio terá um deputado explicitamente maçônico em Brasília.
Redação ·10 Fev 2026 · 2 min